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Governo Federal realiza nomeação de 500 aprovados no Concurso Público Nacional Unificado para carreiras transversais

Nomeações contemplam cargos de nível superior e integram carreiras que atendem diferentes ministérios conforme demanda

21/07/2026 às 17:48
Por: Redação

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos oficializou a nomeação de 500 candidatos aprovados na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) para atuarem em cargos de nível superior.

 

Dentre os nomeados, 250 foram selecionados para ocupar a função de Analista Técnico de Justiça e Defesa (ATJD), enquanto os outros 250 serão designados para a carreira de Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico (ATDS). Todos os servidores estarão vinculados ao Ministério da Gestão, porém exercerão suas atribuições de forma descentralizada em diversos órgãos da administração pública federal direta.

 

A publicação das nomeações ocorreu na edição extra do Diário Oficial da União datada de segunda-feira, 20 de julho de 2026, por meio da Portaria de Pessoal DGP/SSC/MGI nº 8.453/2026.

 

Os cargos para os quais os aprovados foram convocados foram instituídos pela Lei nº 15.141, de 2025, que criou as carreiras transversais na administração pública federal. Essa configuração possibilita que os servidores sejam distribuídos entre diferentes ministérios e secretarias, conforme as necessidades e demandas do governo federal.

 

Procedimentos para posse dos nomeados

 

Os aprovados devem seguir as orientações e protocolos dispostos na Portaria de Pessoal nº 8.453/2026, emitida pelo Ministério da Gestão, para realizarem a posse nos cargos.

 

Para a posse, é obrigatória a apresentação de documentação específica, que está disponibilizada no Portal do Servidor do governo federal.

 

Os documentos exigidos devem ser encaminhados por meio da plataforma digital SouGov.br, respeitando as instruções detalhadas no Manual do Ingressante, disponível no catálogo colaborativo ColaboraGov.

 

Exames médicos exigidos para os convocados

 

Antes de realizarem a inspeção médica oficial para a posse, os nomeados têm a responsabilidade de providenciar, por conta própria, os exames médicos admissionais indicados na portaria correspondente. Entre os exames obrigatórios estão:

 

  • hemograma completo com contagem de plaquetas;
  • tipagem sanguínea ABO e fator RH;
  • glicemia em jejum;
  • níveis de creatinina;
  • lipidograma, que inclui colesterol total e triglicérides;
  • exame de urina tipo EAS (Elementos Anormais no Sedimento).

 

Na inspeção médica, será emitido o Atestado Declaratório de Aptidão ou Inaptidão Física e Mental, que constitui documento indispensável para a posse do servidor.

 

Programa de capacitação para os servidores recém-empossados

 

Após a posse e início das atividades, os novos servidores das carreiras de Analista Técnico de Justiça e Defesa e Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico deverão participar do Programa de Profissionalização para as Carreiras de Desenvolvimento de Políticas de Justiça e Defesa e de Desenvolvimento Socioeconômico (Profcar), realizado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

 

A inscrição deve ser feita online no portal oficial da Enap entre os dias 3 e 14 de agosto.

 

O curso profissionalizante terá início em 18 de agosto e tem previsão de término para o dia 23 de outubro. Trata-se de um programa de pós-graduação lato sensu com carga horária mínima de 360 horas, ministrado exclusivamente na modalidade presencial.

 

A aprovação no programa é condição necessária para a aprovação no estágio probatório dos servidores.

 

Detalhes sobre o Concurso Público Nacional Unificado - segunda edição

 

A segunda edição do CPNU ofereceu um total de 3.652 vagas distribuídas entre 32 órgãos federais. Os cargos foram agrupados em nove blocos temáticos, possibilitando que os candidatos escolhessem os cargos de acordo com a ordem de preferência indicada no ato da inscrição.

 

Do total de vagas, 3.144 eram destinadas a cargos de nível superior e 508 para cargos de nível intermediário.

 

O concurso contemplou reserva de vagas para pessoas negras, pessoas com deficiência, indígenas e quilombolas, conforme previsto na legislação federal.

 

Além disso, o Ministério da Gestão adotou um mecanismo de equiparação de gênero, com o propósito de garantir que o número de mulheres aprovadas na fase discursiva fosse proporcional ao número de candidatos homens, fato inédito no certame.

 

Essa medida resultou na participação de mais de 24 mil mulheres, correspondendo a aproximadamente 57% dos convocados para as provas.

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